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Construção Civil fecha 2025 com crescimento de custos e perspectiva de dinamismo no setor

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE, mostrou que o setor construtivo brasileiro encerrou dezembro de 2025 com variação positiva de 0,51%, superando em 0,26 ponto percentual o resultado de novembro e consolidando um acúmulo de alta de 5,63% no ano em termos de custos de construção.


Custos por metro quadrado seguem em alta

Segundo o IBGE, o custo médio nacional por metro quadrado alcançou R$ 1.891,63 em dezembro, refletindo aumentos tanto nos materiais de construção quanto nos custos de mão de obra.

No acumulado de 2025:


  • A parcela de materiais de construção registrou alta de 4,20%, indicando o fortalecimento dos preços dos insumos utilizados nos canteiros de obra.

  • Já os custos com mão de obra fecharam o ano com elevação de 7,63%, influenciados por reajustes salariais e negociações coletivas observadas ao longo do ano.


Resultados regionais e impacto no Sudeste

A Região Sudeste foi destaque ao registrar a maior variação mensal em dezembro (0,97%). Todos os estados da região apresentaram crescimento no índice, com destaque para Minas Gerais, que obteve a maior variação estadual do mês.


No Estado de São Paulo o Sinapi também apresentou resultado positivo em dezembro, com variação de 0,13%. Embora mais moderado em comparação a outros estados da região, o índice confirma a tendência de elevação dos custos da construção paulista, impactando diretamente o mercado de materiais, insumos e equipamentos utilizados na cadeia construtiva.


Esse cenário reforça a importância do acompanhamento constante dos indicadores econômicos por parte dos atacadistas e distribuidores de materiais de construção, especialmente em um estado com forte concentração de obras, reformas e investimentos imobiliários.


O que significa para o mercado atacadista e distribuidor

Para os representados do SINCOMACO — especialmente distribuidores e atacadistas que abastecem a cadeia de construção civil — o resultado indica:


  • Manutenção da demanda por materiais, impulsionada pelo custo crescente em segmentos como revestimentos, estruturas e insumos básicos.

  • Pressão contínua sobre preços ao longo do ano, exigindo atenção à gestão de estoques, negociações com fornecedores e estratégias de precificação.

  • A necessidade de monitorar tendências setoriais, já que a construção civil continua sendo um importante motor de consumo de materiais de construção, com impacto direto nas receitas dos distribuidores.


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